terça-feira, 22 de março de 2011

Campos brancos


Senhor... Eis-me aqui! Envia-me a mim,
Pois eu já não posso mais viver assim:
Tão absorvida pelas atividades terrenas
Trocando coisas grandes, por coisas tão pequenas
Olhando para os obstáculos que são tantos,
Mas hoje acordei e vi que os campos estão brancos.

Por isso eu quero atravessar as fronteiras
Ultrapassar os limites e quebrar as barreiras
Proclamando ao mundo a mensagem de vida
Que resgata do pecado a triste alma perdida
Vou pregar as boas novas em todos os cantos,
Hoje eu acordei e vi que os campos estão brancos.

Não me deixes pensar que não tenho tempo
Nem tão pouco esperar o melhor momento
Enquanto muitos perecem adorando a lua
Outros, carregando ídolos no meio da rua
De olhos vendados proclamando seus santos,
Hoje eu acordei e vi que os campos estão brancos.

Se me calo, até as pedras estarão clamando
Os sinais são evidentes, Jesus está voltando
E se eu não for, sei que retardo a Tua vinda
Pois muitos pecadores, não Te conhecem ainda
Os ceifeiros são poucos e os perdidos são tantos!
Hoje eu acordei e vi que os campos estão brancos.

E quando nas nuvens Tu voltares enfim
Quero te entregar os frutos que confiastes a mim
Tantas almas que com carinho foram ceifadas
Então me dirás: Venha, que eu lhe preparei moradas
E com o meu Senhor, feliz entrarei no santo dos santos
Porque hoje eu acordei e vi que os campos estão brancos.

terça-feira, 1 de março de 2011

Pronta para servir


Muito prazer... Eu sou a esposa do pastor
E com um sorriso certo e o coração aberto
Estou sempre pronta para servir...
Meu nome? Acho que dizê-lo não será preciso
Porque pode ser Miriam, Raquel, Joana, Isabel...
Não importa! Na verdade ele é sempre esquecido
E com o passar do tempo ele acaba substituído
Pelo carinhoso nome de esposa do pastor
Muito prazer... Estou sempre pronta para servir
Porque servir é a prioridade da minha missão
É o meu contentamento, o prazer em todo tempo
A alegria incontida que mora no meu coração
Onde encontrar-me? É só você olhar com atenção
Eu posso ser a recepcionista que com tanto amor
Recebe a todos que chegam à casa do Senhor
Posso ser as mãos que limpam ou as que regem
A voz que louva, que ensina, ou que abençoa
O coração que intercede, que sente os ausentes
Que chora, que entristece, mas também perdoa
Posso ser aquela irmã que ornamenta a igreja
Que vê todos os detalhes para que linda ela esteja
Eu posso estar com as crianças, como mãe protetora
Ou cuidando da melhor idade, como filha acolhedora
Posso ser os pés que se apressam para uma visita
Levando o balsamo que acalenta a alma aflita
Posso estar na ação social ou na escola dominical
No púlpito ou na cantina, devagar ou correndo
Aconselhando, palestrando, ouvindo e aprendendo
Independente da hora, do lugar ou das situações
Em meio as tempestades, ou nas comemorações
Onde houver lágrimas, ou onde houver sorrisos
Ali estarei, procurando somar e nunca dividir
Conte comigo! Eu sou a esposa do pastor
E estou sempre pronta para servir...

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Se eu não fosse uma mulher


Se eu não fosse uma mulher...
Tudo em mim seria tão diferente!
Eu não teria esta chama ardente
Que igual só sente outra mulher

Se eu não fosse uma mulher...
Como seria este meu jeito de amar
Esta disposição para entender e perdoar?
Se para amar, me concedeu o Senhor
O coração maior, para conter tanto amor

Se eu não fosse uma mulher...
Onde estariam os meus sonhos agora?
Onde eu esconderia esta lágrima que rola?
Como eu explicaria a felicidade incontida
Que só pode ser sentida, por uma mulher?

Se eu não fosse uma mulher...
Acho que eu seria como a nuvem que passa
Sem deixar marcas, sem mistérios e sem graça
Porque no meu sorriso eu teria que ocultar
A menina escondida, que teima em se revelar

Se eu não fosse uma mulher...
Eu teria que ofuscar este inefável brilho
Do amor maternal ao conceber um filho
Eu não poderia bem baixinho cantarolar
Estas frases soltas de uma canção de ninar

Mas Deus me deu a graça de ser mulher!
E pela sua onisciência, poder e sabedoria
Antes mesmo que eu nascesse, Ele já sabia
Que a obra seria vã, como outra qualquer
Se eu não fosse uma mulher...

Lágrima de uma esposa de pastor


Era mesmo impossível de se evitar
Então... Uma lágrima começou a rolar
Era tão tímida, tão suave e tão transparente
Que se fez invisível, aos olhos de toda gente
Com singeleza, depressa ela foi enxugada
E um lindo sorriso na face ainda molhada
Mais uma vez em seu lugar brilhou...
Aquela lágrima, era da esposa do pastor
Que rolou silenciosa, sem deixar explicação
Ninguém sabe se era de alegria ou de dor
Ninguém sabe porque chora o seu coração
Que bom se aquela lágrima pudesse falar!
Se com palavras ela pudesse se expressar
Talvez, ela nos contasse das angustias sofridas
Dos dias difíceis e das noites mal dormidas
Talvez, ela nos falasse da dor dos espinhos
Que nos ferem os pés, nos sublimes caminhos
Mas certamente, ela também nos falaria
De reconhecimentos, de gratidão e de alegria
Porque na vida de uma esposa de pastor
Se encontra a difícil e inexplicável mistura
De sorrisos e lágrimas, de alegria e dor...